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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Viagem

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Há algum tempo venho me sentindo inquieta e um pouco insatisfeita. Por isso resolvi fazer uma viagem, que pode demorar um pouco, mas é extremamente necessária neste momento. Não vou levar comigo nenhuma bagagem, apenas o coração. 

O destino que escolhi é um lugar pouco visitado, mas único. Viajarei para dentro de mim. 
Sei que posso me surpreender, mas ao mesmo tempo, estarei me conhecendo melhor. 

Antes de sair por aí buscando a felicidade, preciso descobrir o que realmente me deixa feliz. E, para isso, preciso ter uma longa e sincera conversa comigo. Viajarei em busca de respostas para os meus questionamentos, mesmo sabendo que posso voltar com mais dúvidas ainda. Afinal, visitarei um lugar exclusivo, só meu, uma experiência que ninguém jamais terá igual.




Kátia Soares de Oliveira é ariana, caiçara, nascida em 1991 na cidade de Ilhabela, Litoral Norte de São Paulo, onde mora até hoje. Turismóloga, formada em 2012 na Unibr de São Sebastião/SP. Apaixonada por poesia e fascinada em escrever. Ama ler, ouvir música, cheiro de café fresquinho e escreve no blog Poesias da Kah.

Kátia Soares Oliveira é colunista convidada do blog Papel, palavra, coração.
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terça-feira, 11 de abril de 2017

~ 7 dicas para a sua viagem!

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Uma viagem pode ser refúgio para dias nublados.
Uma viagem pode trazer renovação para um coração sem direção.
Uma viagem pode te deixar livre, em paz e te fazer sorrir ainda mais...

Posso ainda dizer aquelas famosas frases: "Viajar é mudar a roupa da alma" ou "Uma vez por ano, vá a algum lugar que nunca esteve antes". Ah essa última se tornou a minha preferida! E comecei a praticar o conselho do grande mestre Budista Dalai Lama há alguns anos.

Sempre amei viajar! Conhecer novos lugares, viver novos momentos, conhecer novas histórias. Poder registrar e compartilhar tudo isso, fez eu me tornar Blogueira e agora também Fotógrafa.

Viajar é bom demais! Mas nem sempre temos facilidade em termos de tempo e financeiramente falando, para percorrer esse mundão a fora. Eu particularmente, nem sempre posso tirar férias pra fazer viagens longas (tenho uma rotina normal de trabalho diária). Mas aprendi que posso explorar o mundo várias vezes em um ano, de várias formas, por vários ângulos.
Há alguns anos atrás, planejei minha primeira viagem de avião com o auxílio de um porquinho de barro. Sim, gente! Aqueles cofrinhos de porquinhos que vendem nos semáforos por aí...Rsrsrs Todo trocadinho que tinha, depositava nele. E durante 8 meses foi assim, até o dia da viagem. No dia de embarcar, quebrei para retirar o dinheiro. Para minha surpresa, o acúmulo de trocadinhos nos últimos 8 meses havia me rendido​ um quantia significativa, para pelo menos bancar algumas refeições ou passeios (ainda não tinha muita habilidade para pesquisas e planejamento do roteiro com preços e dicas de locais baratos). O fato é que ao final da viagem, o dinheiro do porquinho ajudou na contratação de todos os passeios que fizemos por Natal, RN e também para fazermos um bate-volta à João Pessoa, PB. Foi a partir daí que curti montar minhas viagens e a compartilhar dicas de como é possível chegar lá.

Em todas as viagens que fiz, busquei sempre montar um roteiro por conta própria, para que tudo saísse perfeito, do meu jeito e na medida exata. Sou daquelas que adora conhecer lugares diferentes, que nem sempre estão nos roteiros tradicionais das agências. Não tenho nada contra as agências! Acho até que elas ajudam bastante as pessoas a realizar seus sonhos de conhecerem lugares incríveis. Mas é que eu gosto mesmo é de me aventurar e conhecer as coisas no meu tempo, conforme o coração desejar.
No último ano, por algumas escolhas, precisei abrir mão de uma viagem que estava programando há algum tempo (Baheeeeaaa, um dia ainda te vejooo...Rsrsrs). Fiquei um pouco triste inicialmente. Afinal, além de ser algo que eu gosto muito de fazer, eu estava precisando naquele momento. Precisava de um fôlego, de uma renovação! Alguns dias se passaram, até que percebi, durante a minha melhor viagem de carnaval, que poderia me motivar programando a viagem dos meus sonhos ou simplesmente me programando para viajar mais. Foi então assim, que comecei a estabelecer algumas prioridades e mudei um pouco a minha forma de pensar sobre o assunto.  E ao estabelecer prioridades, a minha visão sobre viagens foi ficando mais madura e diferente. Para quem antes se preparava apenas para uma viagem de férias, hoje tenho como prioridade viajar e conhecer lugares diferentes, até mesmo durante os finais de semana. 
Parte desta visão, mudou com a minha realidade daquele momento, em que não pude tirar férias, e também com a seguinte reflexão: "Viajar é abastecer o corpo e a alma de memórias que nos ajudam a enfrentar o dia a dia." E é exatamente isso que viajar proporciona. Além disso, você pode ficar mais rico em vários sentidos e amadurecer em diversos aspectos.

E com tanta coisa bacana que venho aprendendo sobre viagens, resolvi listar em 7 minhas dicas básicas sobre viagens:

1 - Antes de sair correndo comprando passagens em promoção, faça a sua lista de locais para conhecer e pesquise, pesquise muito, muito mesmo, em qual deles você pode ter o melhor custo x benefício em termos de locais para conhecer, tempo para ficar, custo com o local, se haverá despesas extras como emissão de vistos ou outros tipos de taxas (isso sem dúvidas é um balizador na escolha), veja se você precisa tomar vacinas específicas.


2 - Local definido! Busque grupos sobre ele no Facebook e que de quebra podem te levar a grupos de Whatsapp desta trip. Essa sem sombras de dúvidas é uma das melhores dicas dos últimos tempos..Rsrs Mochileiros já praticam isso há um bom tempo. Mas somente há alguns anos os grupos de viagem se tornaram mais frequentes, movimentados e bem interessantes. Neles, geralmente estão não só os viajantes. Mas também moradores locais brasileiros que sempre dão aquela "mãozinha" na hora de compartilhar ótimas dicas sobre o local e como você pode fazer em casos de emergência, locomoção e afins. Minha viagem ao México foi praticamente toda planejada com as dicas do grupo "Dicas de Viagens Cancún", no Facebook e que foi criado por uma brasileira que mora lá há alguns anos. Gostei tanto da experiência, que resolvi repetir a dose para a minha trip pelo Sudeste Asiático! Foi então que descobri um grupo de brasileiros que moram na Tailândia, também no Facebook, e a partir daí, diversos grupos se formaram no Whatsapp. Além de ser uma ótima ferramenta para troca de informações, foi pelo Whatsapp que compartilhamos as datas do roteiro de cada um, adicionamos estas a uma lista pública no Google Drive e combinamos encontros dos Brazucas pela Ásia e alguns passeios juntos. O lance dos grupos também nos ajudou muito a criar laços de amizade. 😍


FOTO MONTAGEM DOS AMIGOS QUE FIZ PELA ÁSIA

3 – Itens indispensáveis em uma bagagem de mão ou na bagagem comum: Sempre leve uma muda de roupa na bagagem de mão: Não queremos nem pensar de ter a bagagem extraviada não é mesmo?! Mas é sempre bom pensar em parte no pior se planejar para isso.  Além disso, aeroportos são super frios. Você pode embarcar com uma roupa desconfortável e mal conseguir relaxar durante o trajeto (isso vale para viagens de carro também).

Em sua bagagem comum, tente colocar tags ou algum tipo de adesivo que lhe auxilie na identificação no momento da retirada em aeroportos, ainda mais se ela for preta.
Para qualquer tipo de bagagem, seja mala normal ou mochila, use lacre descartável para reforçar a segurança ou algum cadeado maior que o tradicional TSA. Em termos visuais, os cadeados TSA parecem seguros, mas nos engamos ao forçar uma caneta ou lápis sob o zíper da mala e ao arrastar, ela abrir e depois, basta puxar novamente o zíper na direção anterior, que parece que sua mala esta intacta!

Para evitar isso, passe o lacre descartável (costumo usar os lacres da Seal Bag) na alça da mala e no gancho do cadeado. Este mesmo processo funciona com aqueles cadeados que possuem o gancho maior, possibilitando encaixá-lo também na alça da mala. Você verá que não será possível arrastar o zíper pela mala, pois ele estará estático na alça, evitando assim que ela seja aberta e tenha itens furtados.


4 - Se tem vontade de viajar mais ou fazer aquela tão sonhada viagem, estabeleça prioridades em termos financeiros.

Hoje em dia é possível tentar economizar em vários aspectos. Você pode por exemplo optar por uma hospedagem mais em conta, já que na maioria das vezes se passa mais tempo na rua conhecendo o local, nem sempre é preciso arcar com hospedagens super caras e que podem vir a comprometer o orçamento da sua viagem.

É claro que existem aquelas viagens que buscamos também curtir e aproveitar o local de estadia. Mas como disse, tudo é uma questão de prioridades e também da sua condição atual. Se você pode gastar um pouquinho mais e quer curtir também o local de estadia, aproveite..;)
Um outro exemplo de economia para viagens, são os diversos programas de milhagens existentes hoje em dia. Compras no cartão de crédito com qualquer item, te rendem milhas. Abastecer no posto de gasolina, te rendem milhas. Lembrar sempre de resgastar os créditos das últimas viagens, também lhe rendem milhas! Pode ser que nem sempre você tenha a quantidade de milhas suficiente para resgatar 2 ou mais trechos. Mas ainda assim, existe a opção de milhas + dinheiro, onde você pode pagar fazer o acréscimo do que faltou em pontos, em dinheiro e pagar menos do que o valor da passagem normal.
Ainda na opção “milhas”, hoje a Gol linhas áereas conta com o Club Smile em seu programa de fidelidade, onde você pode pagar mensalmente um valor a sua escolha para acumular milhas todos os meses (Ex,: Participo do Club Smile onde pago mensalmente R$42,00 e acumulo, também mensalmente, 1.000 milhas).
Na hora de escolher o roteiro, pesquise sobre a alimentação no local e veja como você pode economizar neste quesito. Destinos como Europa constumam ter preços mais altos em se tratando de refeição. Já a Ásia é bem barata. E em alguns países da América do Sul e Central, dependendo do local, os preços costumam também ser acessíveis.
Programe transferências agendadas para sua conta poupança e esqueça que tem dinheiro indo pra lá! Ele pode te ajudar a compor uma bela viagem!
Não é muito adepto a esse lance de conta poupança, transferências, agendamentos, então procure guardar uns trocados do modo mais antigo e tradicional: O cofrinho!
Hoje existem inúmeras opções que deixam até a decoração da casa mais atraente, como por exemplo este quadro:

Você vai depositando dinheiro para sua viagem.

5 – Gosta de viajar, mas não tem tempo ou muito dinheiro disponível? Procure também conhecer os locais próximos da sua Cidade, Cidades vizinhas ou até mesmo, países vizinhos. Dependendo do país, gasta-se pouco e dá pra conhecer os principais pontos em um final de semana ou feriado (Ex.: Buenos Aires). Cidades próximas também são ótimas pedidas para refúgios durante os fins de semana e contribuem muito para a renovação da alma.
No último ano, por exemplo, como não pude fazer uma viagem de férias, recorri aos feriados normais, aos feriados das Olimpíadas, aos fins de semana, para explorar locais que ainda não conhecia, que são lindos e existem muitas coisas a se fazer por lá (Búzios, Ilha Grande, Paraty e Campos do Jordão).



6 – Se você é mulher e adora compor looks diferentes durante as viagens, como eu, tente economizar na hora de adquirir peças para a trip! Para a minha última viagem que fiz de 25 dias pelo Sudeste Asiático, levei peças leves (fiz meu primeiro mochilão e compartilhei a dica de como arrumar a mochila) e baratas. Precisei comprar algumas peças de roupas para usar nesta viagem em específico, por conta da Religião e costumes dos países que passei (este item é extremamente relevante durante a pesquisa). Muitas delas, comprei com ticket refeição...rsrsrs. Hoje em dia, muitas barraquinhas aceitam também esta opção como pagamento de roupas, e para sempre haver saldo nele, optava por consumir comida de casa. 


7 – A sétima dica básica e um das mais preciosas pra mim: não tire nada, além de fotos! Não deixe nada, além de pegadas. Não leve nada, além de lembranças! Melhor ainda se elas te acompanharem fisicamente em uma fotografia.
Amo curtir a vibe do lugar, aproveitar intensamente tudo há de bom para explorar. Mas registrar os melhores momentos que tenho na vida, faz parte da paixão que carrego aqui, dentro de mim...

Então não esqueça de levar pelo menos uma câmera. E faça registros do que quiser, como quiser e sempre que puder. As memórias a gente carrega no coração. Mas as fotos também podemos mostrar um dia para os nossos filhos e dizer a eles o quanto soubemos sorrir.


Agora não esqueça das dicas e comece colocar em prática para realizar a sua próxima trip, hein?!

Um super beijinho,
Pathy Lourenço


Patrícia Lourenço ou Pathy Lourenço, 30 anos, carioca, taurina. Administradora por formação e Pós-graduada em Gestão Estratégica por Processos, alimenta durante anos a paixão pelo mundo da maquiagem, beleza, moda e fotografia. Ama viajar e capturar a beleza, o encanto de cada lugar que passa e dos momentos que vive. A partir da ideia de amigos, recentemente criou o blog Beauté Clicks para divulgação dos seus trabalhos e hobbies. Futuramente, busca se especializar em cada um deles para expandir suas paixões à sua vida profissional.

Pathy Lourenço é colunista convidada do blog Papel, palavra, coração.
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quarta-feira, 29 de março de 2017

Descalça

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Cansou. Pegou as chaves e os desejos de recomeço. Pegou coragem e o caminho ao lado. 
Bateu a porta, rasgou os mapas, desfez os planos, refez as malas, destraçou roteiros.

Foi tarde. Deu tempo de se perder nos quases e revisitar lamentos. De doer as incertezas e deixar a lembrança adornar os pensamentos. Mas foi. Perdeu as listas, não leu os rótulos, evitou ponteiros. Era o vento o seu termômetro.

E numa noite que parecia eterna, fechou os olhos, chamou o sono. Dormiu nublada. Acordou sol. Assim, sem mais.

Abriu as cortinas. Uma luz lhe ardeu os olhos. Entendeu o recado. O alívio sorrindo por fora, o medo pulsando por dentro. O sentimento atravessado no peito, as interrogações pedindo espaço pra sua paz. Ignoradas. Seguiu a canção e preferiu apostar pra ver se tinha a sorte de ganhar.

Saiu. Pra ser aprendiz, pra ser maior. Pra procurar abrigo em si mesma, pra encontrar um abraço no que ainda não viu.

Vestiu- se de nuvem, de reticências, de amanhã.
Cabelo solto, saia pra rodar, um sorriso sem motivo e pés dispostos a descobrir esquinas. 

Estava feito.
E de riscos, de luas, velhos sonhos e novas danças bordou os passos que viriam.

Estava inteira, entregue, intensa. Estava descalça. 
E isso não era um problema.

______________________________________________________________________

Para ouvir antes, durante ou depois da leitura:

Desalento - Anna Ratto


Yohana Sanfer tem 32 anos, é escritora, autora do blog "Papel, palavra, coração", autora  dos livros "Da boca pra dentro",  
"É de menino, é de menina"  e criadora da livraria virtual Sanfer Livros.   
                                                        
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Se (des)encontra

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Você sai e bate a porta.

Existe um coração cheio de incertezas sobre a vida adiante, mais uma certeza que se apresentou à sua frente, após estapeá-la até implorar por compaixão. Ele não é pra você. Não agora, talvez um dia, ou nunca. Não vai esperá-lo, pois  foram tantas as vezes que se esbarraram na rua, faculdade, naquela balada vazia de sexta à noite após um longo dia em frente ao computador no serviço; a badalação que lhe proporcionaria relaxar ao som de umas músicas que você nem ao menos gosta, ou aquela pela qual é apaixonada. E ele iria chegar e te pagar uma bebida, ou então conversar por um tempo e dizer que faria a noite na pista valer a pena. No dia seguinte você mandaria mensagem e depois de tantas vezes observar a última visualização receberia: “Alice da onde?”. Tapa na cara, black out no coração.
Ele é o cara que te conquista com o olhar, com o jeito manso de se chegar. Aquela voz no pé do ouvido dizendo tudo o que você, no fundo, sonha em ouvir desde que sonhou com o amor ao vê-lo pela primeira vez num filme meloso qualquer. Ele te pega pela cintura e leva até o meio da pista. Não existe mais o momento em que você passa o braço envolta do pescoço dele, deita em seu ombro e vocês movimentam-se devagar ao ritmo de uma balada romântica. Isso é passado, inadequado, “careta”, como o ouviu dizer quando comentou seu breve devaneio numa noite qualquer. Existe a música agitada que os fazem sorrir olhando um para o outro num puro jogo de sedução enquanto se balançam para lá e pra cá no meio da multidão. Você está descarregando seu cansaço, buscando euforia, quer deixar suas horas em casa escorregarem no balcão do bar e na pista. O que vale a pena afinal?
E então você para, e a questão de que ele pode ser o homem da sua vida não quer calar. E você deixa que ele seja seu durante aquela festa, e você dele. Vez ou outra ele diz que vai ao banheiro, ou buscar uma bebida para vocês. Ele volta e diz que esqueceu no balcão, e você tomada por aqueles olhos que refletem o futuro, balança a cabeça e o deixa sair novamente, voltando com um sorrisinho malicioso portando uma bebida qualquer que pediu para o cara do bar escolher. Bom, ao menos ele pagou a comanda da desculpa esfarrapada.
Você o vê no corredor da faculdade, ele acena e você entra na sala. O professor fala enquanto você imagina o final de semana prometido nas mensagens da manhã. Mas a promessa daquele filme não é cumprida, e o final de semana em boa (má) companhia não chega. E você percebe que matou aula inconscientemente imaginando algo não sólido, culpa sua? Não, de ambos. Os dois que não deixaram claro o que acontecia ali, e talvez tenha desgastado todo aquele quase que consiste em dois silêncios. Se houvesse conversa, sim, ele diria que era curtição, e você sairia fora, porque se quisesse algo passageiro, ficaria com aquele da balada que nunca mais veria na vida, que se aproximou quando ele saiu para pegar uma bebida.

Brunna Correia é paulistana, web designer e futura jornalista (ou roteirista). Ama a escrita, é autora do blog Brutwos e colaboradora do blog Papel, palavra, coração. 

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A importância do trabalho conjunto entre blogueiros e autores

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Já é sabido que autores independentes precisam trabalhar quase que o dobro para obterem reconhecimento e boas vendas. Têm que divulgar, estar presente em feiras literárias, administrar as redes sociais, enviar os livros pelos Correios, trabalhar, ter uma vida e ainda arrumar tempo para escrever.

A parceria com blogueiros literários faz com que a parte da divulgação seja dividida de modo a ser intensificada, uma vez que ele não precisa mais divulgar sozinho. Poder contar com pessoas que se dispõe a divulgar seu trabalho facilita muito a vida de um autor. E junto com a divulgação vem o reconhecimento, o aumento do número de vendas e uma certa folga para que possa investir seu tempo em outras coisas.

Há muitas editoras que acreditam e confiam no trabalho do blogueiro, o autor ir nesse mesmo movimento é reconhecer que o blogueiro realmente desempenha um trabalho importante na divulgação de livros. E eu digo trabalho porque ainda que não seja remunerado, há um investimento de tempo, ele poderia estar fazendo qualquer outra coisa, mas está lendo um livro atentamente para fazer uma boa resenha. Particularmente, acho até que o autor ganha mais do que o blogueiro nessa troca, mas independentemente de quem ganha mais ou menos, o que é inegável é a importância dessa parceria para ambos os lados. Os dois lados saem ganhando de alguma forma: O autor, pelos motivos já citados anteriormente e o blogueiro, ganha mais acessos no blog, divulgação de seu trabalho, reconhecimento e até mais seguidores.

Além de todas essas questões de trocas profissionais, há também a possibilidade de construção de uma amizade. O legal mesmo é essa troca e não esquecer nunca que se está lindando com pessoas acima de tudo.


Maria Ferreira é baiana e mora em São Paulo. Estudante de Letras e apaixonada por Literatura. É autora do blog Minhas impressões e colaboradora do blog Papel, palavra, coração. 

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Faça um pedido

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Ei! você viu? Pois eu vi. Ela deslizou rápido e caiu como num mergulho.

Você me olha todo sem entender o porquê dos meus olhos brilharem tanto, aperta minha mão esquerda e pede uma resposta naquele modo leve de querer me incentivar a algo. Nada falo, só o observo. Não quero perder o momento, não quero perder suas pupilas oscilando na expectativa da espera, não quero perder cada detalhe do seu rosto enquanto faço meu pedido. Garoto, aguenta aí que esse vai além dos que fazemos quase que diariamente em nossa mania de cair o olhar sobre o relógio meia noite.

A estrela caiu, o pedido feito. Você questiona o que eu pedi logo após minha resposta à pergunta anterior e digo que uma estrela cadente caiu bem a suas costas. “Que falta de sorte”, você resmunga e então ergo seu queixo e me deleito nos olhos azuis, verdes, cinza, de tantas cores que até hoje não o decifrei:

"Não fala assim." Eu lembro a primeira vez em que te vi. Você irradiava uma luz que era bonita de se ver, confesso que quis te abraçar quando seu sorriso me observou de longe, mas eu me contive em usufruir da minha própria luz. Eu lembro que naquela época éramos o que queríamos: você em liberdade total, eu no meu interior onde ninguém podia dizer nada: onde eu realmente podia ser sem interrupções. Aproveitamos. E então nos esbarramos de novo, e dessa vez eu também quis te abraçar.

Seu sorriso me lembra a jovialidade que eu sentia mais falta quando você me trouxe pra sua vida. Sua luz iluminou minha escuridão e no momento em que você segurou minhas mãos eu simplesmente segurei as suas e não quis soltar, e um tempo depois eu soube que você também não. Eu fiz um pedido há um tempo atrás, e agora só estou agradecendo por ter sido ouvida. Eu dizia aos quatro cantos que não tinha sorte, e olha só: qual é a chance de esbarramos na mesma pessoa que nos sentimos conectadas há anos atrás sem um mínimo de contato de modo tão improvável como nos aconteceu?

Na verdade a sorte nos acontece quando menos esperamos por ela, nos diversos campos da vida, só basta seu coração desejar aquilo, sem dia, hora ou lugar: Ela acontece. E espera, olha ali, outra estrela.

Faça um pedido.


Brunna Correia é paulistana, web designer e futura jornalista (ou roteirista). Ama a escrita, é autora do blog Brutwos e colaboradora do blog Papel, palavra, coração. 

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

~As melhores coisas não são coisas

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~ cheiro de mato • cheiro de chuva • barulho do vento • vento no rosto • notícia boa • abraço abrigo • banho de cachoeira • banho de chuva • sorriso largo • olhar que responde tudo • visita de borboleta • canto de passarinho • uma mensagem respondida • pés descalços • sintonia • uma lua cheia • um céu estrelado • um por do sol • o som do mar • o som do coração • uma homenagem • um encontro emocionado • aquele beijo • aquela voz que acalma • música alta • mãos dadas • um novo caminho • um passo à frente • uma surpresa boa • choro feliz • bons sentimentos • a companhia perfeita • a pele arrepiada • a vista de uma pedra alta • um gosto bom • um dia feliz • boas energias • palavra de amigo • colo de mãe • carinho de vó • saudade extinta • dor superada • uma viagem inesquecível • uma lembrança que faz sorrir • um sim • um chão florido • um cenário colorido • fé renovada • dançar junto • soprar uma flor dente de leão • a vida simples • o quintal da infância • o cheiro de uma saudade • nuvens de algodão • uma paisagem bonita • uma tarde nublada • uma conquista • fazer o bem • o amor • a liberdade • a gratidão • um sonho realizado • a presença de Deus. 


***


Yohana Sanfer tem 32 anos, é escritora, autora do blog "Papel, palavra, coração", autora  dos livros "Da boca pra dentro", "É de menino, é de menina"  e criadora da livraria virtual Sanfer Livros.   
                                                        
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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Uma perspectiva negra sobre a Literatura: a primeira romancista brasileira

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Você sabe quem foi Maria Firmina dos Reis? Eu também não sabia, nunca tinha ouvido falar o nome dela até dois meses atrás, quando estava em um encontro do clube de leitura Leia Mulheres daqui de SP.

Maria Firmina dos Reis, mulher negra, afro-descendente e bastarda, nasceu no Maranhão em 1825. Publicou em 1859 o primeiro romance abolicionista do Brasil, intitulado “Úrsula”, que retrata a sociedade brasileira da época e toda violência do sistema em que era normal escravizar outras pessoas por sua cor de pele, além disso, o livro também questiona a legitimidade dessa ação, com presença marcante de elementos da tradição africana. Em 1887, auge da iminência da abolição da escravatura, a autora também escreveu o conto “A Escrava”, em que reitera sua postura antiescravista.

Tendo em vista que a escravidão no Brasil durou de 1530 a 1888, quase quatrocentos anos, Maria Firmina foi uma mulher que escreveu no período da escravidão e se ainda é difícil para as mulheres negras escreverem, serem publicadas e lidas atualmente, imagine o quão difícil era no século XIX, em que além da limitação de ser mulher, a submissão imposta em uma sociedade patriarcal, o preconceito racial se fazia presente. Por isso, a autora usou o pseudônimo “Uma Maranhense” em sua primeira publicação. No prólogo, é explicitado que o ato de escrever era predominantemente feito por homens brancos, ricos e com uma boa educação: "pouco vale este romance, porque escrito por uma mulher, e mulher brasileira, de educação acanhada e sem trato e conversação dos homens ilustrados".

Maria Firmina dedicou-se também ao magistério, foi professora de primeiras letras e chegou a abrir uma escola mista, que não existia na época e foi motivo de escândalo, sendo fechada pouco tempo depois.
Morreu em 1917, com 92 anos. Pode presenciar a Abolição da Escravatura, mas não viveu para ser reconhecida em vida, sua obra e a importância dela só foi descoberta na década de 1970 e ainda é pouco conhecida e estudada. Vamos divulgar e compartilhar essa informação para que mais pessoas saibam quem foi Maria Firmina dos Reis e a importância da sua obra.



Maria Ferreira é baiana e mora em São Paulo. Estudante de Letras e apaixonada por Literatura. É autora do blog Minhas impressões e colaboradora do blog Papel, palavra, coração. 

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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

De onde estiver

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Começo a escrever dizendo que sim, eu sorri. O vidro do carro abaixou e o vento entrou pela janela, inundando o ar com a brisa gélida e reconfortante da maresia, e o cheiro da praia me fazia sentir como se nada mais importasse, nada mais machucasse.

A vida passa pelos nossos olhos e em demasia somos tão incapazes de nota-la, pior, incapazes de manuseá-la. Tão frágil, rápida e sorrateira. Deixamos escapar entre nossos dedos ligeiramente sem perceber por tanto tempo, anestesiados pela rotina desse cotidiano que castiga, força a criar expectativas e vontades que nunca tivemos afinal, mas que um quê ali e um quê aqui nos influencia a ter, e em momentos perdidos por ai, a intensidade assusta. No final, o que sobra é a realidade batendo a porta e nos questionando onde estamos, e os sonhos nos cobrando o que fazíamos que os deixamos esperando naquela mesa de café no nosso primeiro encontro.

Eu queria ter o controle, queria ver quando bem entendesse. Mas não. Por ai caminham eles, elas, você, que como eu, precisa que algo caia e estronde tão intensamente para que a realidade apareça, para que a vista desembace e veja o que realmente está se passando; onde está de fato a palavra felicidade, onde se deve concentrar tanta energia. Energia é tão preciosa, precisamos saber deposita-la. 

Enquanto o vento dava de encontro ao meu rosto e fazia os fios do meu cabelo debater-se contra meu rosto eu senti. Você me olhava de longe, bem ali onde gostava de sentar-se e ver o mar beijar a areia. O lugar que te fazia sentir-se livre de toda a rotina, onde colocava-se a pensar sempre que as coisas ficavam difíceis, de onde me fazia suas ligações e dizia que precisava da minha companhia para apreciar aquele espetáculo gratuito que era a natureza: "Olha, Bela, que bonito, e nem precisamos pagar pra ver. Eu poderia ficar aqui pra sempre."

E você ficou. 

E é hora de ir atrás. É tempo de sonhar, viver e fazer acontecer. Assim como você me ensinou. Dores são passageiras, e como já li por ai, às vezes é preciso ser sentida: ela também ensina. E de onde estiver agora, obrigada.

Ass. Sua bela.



Brunna Correia é paulistana, web designer e futura jornalista (ou roteirista). Ama a escrita, é autora do blog Brutwos e colaboradora do blog Papel, palavra, coração. 

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